Conversamos com Lourenço Mutarelli

Já virou tradição: se tem convidado na Itiban, a gente conversa rapidinho com eles aqui no blog. Acompanhe a entrevista que fizemos com Lourenço Mutarelli. Ah, quem quiser ouvir o Lourenço falando de seu processo criativo e pegar um autógrafo com ele, é só chegar na Itiban no sábado, dia 17, a partir das 17h.

Você tinha um ritmo de lançamentos muito intenso, e os livros começaram a se espaçar um dos outros. Isso foi uma atitude sua, para dar mais tempo à escrita, uma necessidade do processo, ou nada disso?
Lourenço Mutarelli – Na verdade, foi uma sugestão do meu editor achando que poderia ser bom eu dar um tempo. No começo eu estranhei, mas depois percebi que foi uma grande dica que acatei.

Como você lê seus trabalhos iniciais, dos anos 1980 e 1990? Você consegue se reconhecer naquele autor dessas obras? E pensando na literatura, você ainda escreveria Cheiro do ralo do jeito que você o escreveu se fosse fazê-lo hoje?
Lourenço Mutarelli – É difícil responder isso. Me orgulho da forma visceral e experimental de Transubstanciação e me alegro em continuar na mesma pegada.

Depois de muito tempo sem fazer HQ, algum tempo sem escrever, surgem ambos em O grifo de Abdera. Como essa HQ surgiu em meio à prosa ou a prosa surgiu em meio à HQ?
Lourenço Mutarelli – Essa HQ era uma experimentação. Meu objetivo era chegar no texto a partir desse trabalho e foi o que aconteceu.

Lembro de uma aula sua no Sesc em que disse que ouvia música para desenhar e desses desenhos tirava trechos de texto que poderiam se desenvolver como livros. É esse mesmo o processo? Você vê onde se separa música, literatura e desenho?
Lourenço Mutarelli – Esse é exatamente o processo do “O grifo de Abdera”. Usei isso nesse trabalho especificamente e não sei se voltarei a usar. Quanto a integração dessas artes, tudo é muito próximo e distante ao mesmo tempo. O interessante é essa tentativa de fundi-los.

Você já atuou em teatro e cinema, escreveu teatro e teve obras adaptadas como filme. Você já teve interesse em dirigir uma peça ou um filme?
Lourenço Mutarelli – Tive muito interesse em dirigir uma peça, talvez um dia chegue a fazer isso, mas não me atrai dirigir um filme.

Como tem sido a experiência de ser professor nos cursos de desenho/ HQ/ escrita/ criatividade que tem feito nos últimos anos?
Lourenço Mutarelli – Geralmente é uma experiência muito boa, mas isso depende muito da turma, do interesse e do mergulho de cada grupo que a compõe.

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