beat generation

No clima da estreia de Pé na estrada, adaptação fílmica do Walter Salles do livro homônimo de Jack Kerouac, o blog da Itiban indica alguns livros, discos, filmes e, claro, quadrinhos que  tratam ou decorreram das inovações conquistadas pelos beatniks.

Livros

On the road: pé na estrada – Jack Kerouac (L&PM, tradução de Eduardo Bueno)  – considerado o romance-base da Geração Beat, On the road conta a viagem, regada a café, jazz e benzedrina, de Sal Paradise e Dean Moriarty pelos EUA e México.

Uivo – Allen Ginsberg (L&PM, tradução Claudio Willer) – outra obra importantíssima para entender essa geração, Uivo é um longo, alucinado e profético poema que também marcou e determinou a linguagem adotada pelos beatniks — versos longos, ritmos frenéticos e tom salmódico.

Kerouac, uma biografia – Ann Charters (Editora Campus, tradução Sonia Coutinho) – é a primeira biografia de Kerouac e a única que contou com a ajuda do próprio Jack, uma das razões que levaram esse texto a ser contestado – com a ajuda do biografado, a obra de Charters foi considerada imprecisa. No entanto, é uma ótima referência para quem quer entender um pouco mais da geração beat.

Só Garotos – Patti Smiths (Cia. das Letras, tradução Alexandre Barbosa de Souza) – a deliciosa autobiografia da cantora e poeta Patti Smith é uma ótima oportunidade para se conhecer a geração posterior aos beatniks. Em Só Garotos, Patti relata sua história com o fotógrafo Robert Mapplethorpe na Nova York dos anos setenta. A maneira como levava a vida, o ritmo dos seus poemas, e até o encontro casual com Allen Ginsberg num café explicita a influência dos beats em sua vida artística.

Discos

Highway 61 Revisitaded – Bob Dylan – o tema de viagem e evasão poética perpassa as canções desse disco de 1965, o mais influenciado, sem dúvida, por On the Road. É desse disco o mais que clássico Like a Rolling Stone, um hino à liberdade.

Songs of Leonard Cohen – Leonard Cohen – primeiro disco do então poeta canadense que praticava a poesia-jazz inspirada pelos beats.

Gee Whiz But this is a Lonesome Town – Moriarty – o nome da banda é uma homenagem direta a Dean Moriarty, o jovem que viaja ao lado de Sal Paradise em On the road. Nesse primeiro disco, percebemos os barulhos de máquina de escrever e de sinos se misturando ao som folk do grupo.

Filmes

Na estrada – o filme dirigido por Walter Salles e produzido por Francis Ford Coppola capta o espírito libertário e livre da geração beatnik, que está por todo o texto de On the road, de Jack Kerouac. Muita estrada, muita paixão pela vida e muito mais a se descobrir são os temas desse longa-metragem.

O uivo – o filme em que James Franco interpreta o poeta Allen Ginsberg, infelizmente, não teve lançamento no Brasil nem em DVD. Uma cinebiografia com pitadas lírico-visuais bacaníssimas.

Easy Rider: Sem destino – o filme de Dennis Hopper capta perfeitamente o clima dos viajantes em busca da sua liberdade, seja ela o que for, esteja ela onde estiver. Peter Fonda e o próprio Hopper interpretam personagens que cruzam os EUA em suas motos.

Quadrinhos

Essa HQ coleta diversas histórias curtas escritas por Harvey Pekar que criam uma biografia dessa geração beatnik. ótimo material para conhecer um pouco mais sobre os beats.

João Pinheiro cria uma biografia, com bastante liberdade ficcional, de Jack Kerouac, o ponto central dessa geração. Com boa influência e arte competente, mais uma boa HQ para se informar um pouco mais sobre os beatniks.

Coletânea que transforma as canções de Bob Dylan em histórias em quadrinhos, por 13 artistas diferentes, entre eles Loranzo Mattotti e Dave McKean.

Além disso, a Fantagraphics adquiriu os direitos de uma graphic novel escrita por William Burroughs e nunca publicada antes. Aguardemos!

Boa viagem a todos. Afinal, como disse Jack, a estrada é a vida.

 

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Uma resposta para beat generation

  1. Paulo disse:

    O quadrinho Os Beats é excelente pra quem quer conehcer essa geração.
    Particularmente destacaria o trabalho do William Burroughs. Junkie ou Naked Lunch.

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