Conversamos com Murilo Martins

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Conversamos rapidamente com um dos convidados desta semana da Itiban: Murilo Martins, autor de Eu sou um pastor alemão. Sábado ele e a dupla de Cidade das águas, Olavo Rocha e Guilherme Caldas, estarão na loja pra continuar o papo com mediação de Claudio Yuge. E autografar livros, claro!

Apareeeeeeeeeeeeeeça!

Eu sou um pastor alemão saiu primeiro em inglês? Por que essa opção?

Murilo – Em 2012 eu fui pra SDCC em San Diego, e fiquei sabendo da TCAF, uma feira em Toronto que eu queria participar. Eu tinha traduzido a LoveHurts pro inglês, estava com uma ideia pra um livro novo e pensei “hum, quem sabe eu não tento fazer direto em inglês pra ver se eu consigo?”. Consegui – mas foi osso, teve um momento ali que eu quase desisti.

Esse é um trabalho bastante diferente (temática e visualmente) de LoveHurts. O que te fez seguir esse rumo com esta HQ?

Murilo –  A LoveHurts é na verdade um apanhado de histórias tiradas de zines que eu fazia. Então tem coisas de épocas diferentes, misturadas com algumas coisas novas. Pro Eu Sou um Pastor Alemão eu quis fazer uma história mais longa, então adotei um método mais “ortodoxo”: fiquei só escrevendo durante meses, até afinar o roteiro, depois fiz thumbnails, defini o estilo, depois desenhei e arte-finalizei. O processo da LoveHurts foi bem mais caótico – praticamente um não-processo ;)

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Sei que você viaja muito e participa de muitas convenções. Qual é a importância desse movimento pro quadrinista nacional?

Murilo –  Eu tenho a sorte de ter livros que transitam entre dois mundos que nem sempre se conectam, o dos zines (e publicações independentes) e o dos quadrinhos, então isso duplica a possibilidade de feiras que eu posso frequentar. Eu ainda estou engatinhando na linguagem e no caminho que eu quero percorrer nos quadrinhos, e acho difícil falar pelos outros, mas principalmente pro quadrinista iniciante (como eu), não vejo evento mais importante do que as feiras, onde você pode trocar informações, conhecer outros artistas e, principalmente, começar a entender e formar seu público. E ainda vender livros.

Seus lançamentos anteriores eram independentes e agora este sai por editora. Qual foi a diferença pra você?

Murilo –  Minha base como diretor de arte fez com que eu rapidamente virasse uma “monobanda”, praticamente uma editora independente de um homem só. Eu consigo produzir um livro com qualidade gráfica igual (e até melhor, porque consigo fazer edições com acabamentos mais bacanas) do que a maioria dos livros comerciais. Mas tem uma coisa que eu não consigo: distribuição. Eu queria muito que esse livro chegasse a mais gente pelo Brasil, e pra isso uma editora é essencial. Além disso, essa vida do desenho é muito solitária às vezes, dividir algumas decisões foi bem importante.

Quais são os próximos planos?

Murilo – Os mais imediatos são TCAF e MeCAF de novo em maio. Mais pro final do ano, traduzir pra português o segundo livro do Pastor Alemão. Quando eu terminei o roteiro do Eu Sou um Pastor Alemão eu já tinha o argumento pra um segundo livro, que fiz no mesmo esquema e lancei na TCAF de 2014.

Você pode acompanhar as novidades do trabalho do Murilo no Facebook, Twitter e Instagram.

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