Minientrevista: Felipe Nunes

Nunes-Ilha copy

Sábado receberemos dois dos novos talentos das HQs nacionais, Felipe Nunes e Pedro Cobiaco. Para aquecer o bate-papo, fizemos uma rápida entrevista por email com eles. Hoje você lê as respostas do Nunes e amanhã, as do Pedro.

Você fica de saco cheio de as pessoas falarem que você é muito novo?

Nunes – Acho que não tenho motivo pra me incomodar, sou novo mesmo. hahah É normal as pessoas estranharem ou se surpreenderem, porque enquanto todo mundo nessa idade não fazia a menor ideia do que estava fazendo ou do que queria fazer, eu  já corria atrás e queria publicar, mostrar serviço pro mundo. A coisa é que comecei muito cedo, e agora quero mostrar pra que vim pra valer, depois de três, quatro anos fazendo isso.

O que mais te interessa ao fazer uma HQ?

Nunes – Contar uma história é a coisa mais legal, mas executá-la é o que me motiva. Pensar na narrativa, na virada de página, pensar em como ditar o ritmo das coisas é o que me deixa mais feliz. Desenhar pra caramba até acertar, tentando deixar o mínimo de buracos possíveis. Isso é o que me motiva. Essa sensação de traduzir pra imagens o que pensei em textos dialogados.

Felipe Nunes

Felipe Nunes

Três anos atrás, o que você pensava que conseguiria com HQ? Deu certo?

Nunes – Quando comecei, eu achava irado o mundo dos quadrinhos, mas IRADO mesmo. Gostava dos desenhos, achava umas histórias fodas, mas não entendia muito bem como funcionava. Era meio perdido tanto com desenho como com roteiro. Acho que agora tenho uma missão mais definida, de como contar e o que atingir. Mas pode ser que ela mude em uma ou duas semanas. haha

O que você mais evoluiu desde que começou: a narrativa, o texto ou o desenho? Ou essa pergunta não faz sentido?

Nunes – Claro que faz sentido, pô! Acho que evolui meio que em tudo. Meus outros gibis eram mudos, talvez pela febre de querer contar uma história universal, mas eu não tinha domínio narrativo suficiente pra executar, isso combinado com um desenho confuso. O meu traço mudar é consequência, faz parte (se não tivesse mudado, eu ia ficar muito chateado), mas eu fico feliz de receber os elogios, ver pessoas reconhecendo que a arte melhorou. Mas o texto melhorou também porque foi mais consciente, uma história que eu realmente sabia pra onde ia e etc. Antes era meio que só um pulso, um movimento.

Depois de Klaus, o que vem?

Nunes – Tô escrevendo uma história que vai sair em várias partes (não sei quantas, nem quando, mas acho que logo. Na real, o primeiro “volume” já tá todo escrito e com 2/3 em layouts), vou desenhar uma história pra uma antologia mexicana e uma curtinha com o Magno Costa, essas últimas espero que ainda este ano. E tô anotando outras ideias, fazendo coisas menores com parcerias. Não quero perder tempo, quero que isso aconteça logo. Não posso deixar a maré abaixar.

Conheça mais do trabalho do Nunes, vai no Tumblr do cara e leia um texto dele mesmo em A Pilha, falando sobre Klaus, seu lançamento mais recente.

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2 respostas para Minientrevista: Felipe Nunes

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