Itiban na Gibicon 2 – Último dia

Roberval Machado

No começo da manhã, a impressão é que o domingo seria o “dia da ressaca” da Gibicon devido ao cansaço evidente dos participantes depois do sábado movimentadíssimo. Isso logo se desfez no início da tarde e tivemos mais um grande dia. O público não foi tão grande quanto no dia anterior, mas bem superior aos dois primeiros dias. Talvez tenha sido a quantidade ideal para o tamanho do lugar. Estava cheio, mas não entupido.

O clima ajudou, não ficou tão quente quanto sábado e nem tão frio quanto nos primeiros dias. Quem mais se beneficiou disso foram a mesas dos independentes que ficavam na parte de trás do prédio. Era o clima ideal. Não eram somente mesas de quadrinhos, tinham action figures, camisetas, ilustrações e até uma demonstração de arco e flecha na lateral do prédio. Em conversas com diversos participantes, todos afirmavam que as vendas iam muito bem, que as publicações despertavam o interesse do público.

Mesas dos independentes num momento calmo

Mesas dos independentes num momento calmo

Dessa área dos independentes, o destaque foi a mesa do Beleléu que tinha um grande número de publicações e de ótima qualidade. Para quem estivesse com pouco dinheiro era difícil o que escolher entre títulos como Tension de la Passion, Friquinique, Monstros, Smegma Comix e The Concept.

Um ponto positivo da Gibicon foi abrir espaço para os diversos itens relacionados aos quadrinhos, como miniaturas, livros, filmes, teatro e música. Diversos pockets shows foram realizados no piso inferior e sempre com um bom público parando ver. No domingo um dos destaques foi a banda O Bardo e o Banjo, que toca bluegrass e folk, e também tinha história em quadrinhos baseada numa de suas músicas. Outro ponto bastante movimentado foi a Arena dos Artistas, que tinha desenhistas autografando suas obras, desenhando e até esculpindo action figures.

Arena dos Artistas

Arena dos Artistas

Numa palestra, Kim Jung Gi contou (talvez em tom de brincadeira ou não) que começou a desenhar depois que recebeu uma bolada de beisebol na cabeça. Só assim para explicar como adquiriu os superpoderes de desenhista. Ele disse que fica desenhando o tempo inteiro, mesmo quando não está fazendo isso no papel, faz com a mente. Durante a palestra ele ficava desenhando o tempo inteiro entre uma pergunta e outra. Durante a tarde Kim finalizou o seu painel exclusivo para a Gibicon sob muitos aplausos. Depois de desenhar durante duas horas, ele foi em seguida para uma sessão extra de autógrafos. O sujeito é uma máquina de desenhar. O autógrafo que ganhei dele, um desenho bem elaborado, foi feito em apenas um minuto e quinze segundos!

Kim Jung Gi e seu painel da Gibicon

Kim Jung Gi e seu painel da Gibicon

A Itiban continuou com suas sessões de autógrafos, começando em alta já pela manhã com Salvador Sanz e Marcelo D’Salete, continuando a tarde com novas sessões de José Aguiar, Guilherme Caldas, Flavio Luiz e Shiko. Depois Estelle Flores e Marcelo Romero lançaram seus zines. Para finalizar, Chico Félix batalhava por uns trocados.

Chico Félix em busca de uns trocados

Chico Félix em busca de uns trocados

O saldo dessa Gibicon foi mais que positivo. Apesar do grande movimento do sábado, o público elogiou muito a organização. Um evento desse tamanho e gratuito não é algo comum e nem fácil de ser feito. A espera pela próxima edição já começou!

Falta muito para 2016?

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