Entrevistamos Marcatti

Marcatti na prensa!

Se ontem nós postamos aqui umas palavrinhas do Pietro Luigi e do Chico Félix, hoje o esquenta do bate-papo de sábado é com o próprio Marcatti.

Então, vamos ler o homem!

Você é um autor que produz quadrinhos há muito tempo e as coisas mudaram um pouco nesse período todo. Como isso influenciou suas HQs?
Marcatti – No final da década de 1970, quando comecei a publicar, o panorama do quadrinho autoral era muito limitado a poucos quadrinistas. Isso mudou completamente. A produção hoje é muito mais voltada a projetos pessoais de cada roteirista e cada desenhista. Tem sido muito mais estimulante produzir dentro de um cenário tão amplo e tão fértil.

Você sente uma certa responsabilidade em ter influenciado tanta gente? Tem algum trabalho recente que gostaria de indicar?
Marcatti – Responsabilidade eu não diria. Tenho, sim, um enorme prazer em saber que meu trabalho estimulou uma geração. Tenho visto muita coisa de altíssimo nível e admiro muito as HQs do Luiz Berger. O traço e a produção gráfico do Pietro também são extraordinários.

Arte de Luiz Berger

Me parece que é importante para você estar em todas as etapas do processo da HQ, inclusive na impressão e, por outro lado, também já trabalhou com editoras. Essa diferença de controle no processo muda seu jeito de pensar a HQ?
Marcatti – Não muda em nada a concepção do meu trabalho. Mesmo trabalhando com editoras, consegui me manter independente e autoral. O bom em ter o controle de todo o processo é a frequência de produção. As editoras são obviamente engessadas… Um título a cada dois anos… Tendo a máquina em casa, posso produzir até 6 livros por ano. E isso é muito estimulante.

Muita gente tem feito adaptações literárias para quadrinhos e você mesmo fez uma (A Relíquia, de Eça de Queiroz). Faria novamente esse tipo de trabalho? O que gostaria de adaptar?
Marcatti – Tenho um grande orgulho em ter feito A relíquia. Gosto muito daquele livro. Pena que é tão difícil de encontrar à venda. E já estou trabalhando em um grande projeto que será muito em breve divulgado.

Quadrinho de A Relíquia, adaptado por Marcatti

Você fez as capas mais conhecidas do Ratos de Porão. Qual é sua relação com a música?
Marcatti – Acho que todo quadrinista tem uma relação muito próxima à música. Eu até já toquei em bandas e grupos de música. Eu tenho fascínio pelo blues. Muddy Waters, Elmore James, Howling Wolf…

Então, é isso. Ficamos aqui com um blues e o papo segue no sábado,  16h. Até lá!

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