Entrevista com Caco Galhardo

Caco Galhardo, nosso convidado de hoje, conversou conosco rapidinho por email, entre uma oficina na Biblioteca Pública do Paraná e um belo Omelete no quarto do hotel. Vai sentindo o gostinho do que vai ter hoje, a partir das 19h na Itiban.

As HQs mais longas, tipo as que publica na Piauí tem um clima diferente de tiras como Pescoçudos e Daiquiri. Ou você não vê dessa forma? Você tem a ideia de juntar essas histórias numa publicação?

Caco Galhardo – É bem diferente das tiras. Em seis páginas, posso me estender na narrativa, aprofundar em algumas coisas. Todo ano mando uma HQ para a Piauí e com excessão da última – que foi uma parceria com o escritor Reinaldo Moraes, costumo entrar numa onda autobiográfica.

Como é ilustrar o texto de alguém, como fez em Cine Bijou?

Caco Galhardo – Ilustrar livro já é outro barato, a coisa fica só no visual. O Cine Bijou é um texto do Marcelo Coelho sobre um famoso e antigo cineclube em São Paulo, que frequentei muito, então eu já estava familiarizado com aquele universo, foi um trampo que curti muito fazer e o resultado me deixou bem satisfeito.

Qual sua rotina de trabalho, já que tem de entregar tiras diárias pro jornal?

Caco Galhardo – Faço uma tirinha toda manhã, faça chuva ou Sol. No resto do dia, trabalho ou fico zanzando por aí, trabalho muito à noite, quando a cidade para e vem aquele silêncio.

Você acha que tá todo mundo chato com o politicamente correto ou tem humorista sem noção? É possível dizer pra alguém que uma piada não pode ser feita?

Caco Galhardo – O humor de um cartunista tá muito distante disso que se faz hoje nos standups ou na tv. É outro barato, um negócio mais intimista, muitas vezes mais reflexivo do que uma piada explosiva. E tem o barato do desenho em si. Não acompanho muito o que essses Rafinhas da vida dizem por aí, mas curto muito Porta dos Fundos e acho que a liberdade no humor é imprescindível.

Como surgiu a parceria com o escritor Marcelo Mirisola em O Banquete?

Caco Galhardo – Eu tinha uma batelada de desenhos de mulheres. Mandei um monte e ele escreveu contos curtos inspirados nos desenhos. Saiu pela Editora Barracuda.

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